A angústia que nos leva a Cristo…

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Certa vez vivi uma angústia por estar sendo consumida pelo tempo e as tarefas do dia-dia. Desde a hora que o sol raiava até o chegar da madrugada era quase impossível me verem passar por entre os corredores de casa ou até mesmo me direcionar alguma palavra. E cada semana se ia, e os meses vinham e o ano se acabava em um piscar de olhos. Recordo-me perfeitamente que quando o cansaço não me vencia, ao adentrar em meu quarto tarde da noite, ajoelhava-me e só suplicava ao Senhor por misericórdia, e muitas das vezes o choro e suspiros profundos eram tudo o que eu tinha a oferecer. O tempo é sagaz. Quanto mais você acredita ter, menos realmente possuí. Não se engane, isto está longe de ser um texto de autoajuda. A angústia faz parte da vida de qualquer ser humano, precipuamente da vida de um cristão. Quão bom é estarmos alegres, e isto faz parte de nós. É mais comum um cristão feliz e bem-humorado do que aquele ranzinzo ou entristecido. Mas, as terríveis tempestades que vez ou outra temos de atravessar, nos ensinam bem mais do que os momentos ensolarados de paz, essencialmente a confiar unicamente em Deus e em seus propósitos.

Ao me deparar que a minha vida rodeava bem mais em torno de mim mesma, clamei ao Mestre que me alcançasse, e entre toda a correria o Senhor começou a me levar de volta ao lar. Meus momentos de angustias foram, cada vez mais, substituídos pelas orações. Mesmo que me faltasse vontade de orar, orei até que a vontade retornasse. Retirei-me de tudo que pudera me afastar de Sua presença. Redes sociais, atividades extracurriculares e outras coisas que nada me acrescentavam. Fui me distanciando até me encontrar. Ó, meus amados, não existe solidão para quem está em Cristo.

Há quem desconheça sobre a comunhão com Pai e se amedronta ao ponto de voltar para trás. Oras, Ele é um Deus soberano, e mesmo que tudo que mereçamos é o inferno – porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:23) – Ele nos alcança com Sua graça. Amigo fiel, companheiro, justo e amoroso. E devemos, mesmo quando não há forças, continuar a demonstrar em nós que nossa fé continua perpetuamente em Cristo. Em um dos sermões deixado de C. H. Spurgeon, Josemar Bessa traduziu um que acentuava as seguintes palavras: “nós, porém, que descansamos em Jesus estamos salvos de todas estas coisas, por intermédio de sua abundante misericórdia. Se dermos ocasião ao temor, desonraremos aquilo que confessamos crer e levaremos outras pessoas a duvidarem da veracidade de nosso cristianismo”. Nosso sofrer não é para nossa glória e tampouco para duvidar da glória de Deus, pois tudo coopera para que o nome do Senhor seja glorificado.

Cada vez que as tempestades voltam a balançar meu barco, corro para os braços daquele que tão cedo me ensinou que embora soframos aflições, nada se compara com ao que estar por vir para aqueles que vencerem o mundo. Sua graça nos chama para o íntimo, não apenas para molhar as pontas dos pés, mas mergulhar nas águas profundas do Seu amor. Aquele que uma vez encontrou-se com Deus, não deseja estar em nenhum outro lugar. Em tempos de angústia, recorra ainda mais para a escrituras em devoção, estando continuamente em oração. Se preciso, se ausente para estar presente com Deus. Os momentos ruins não duram para sempre, mas nos dão lição que levaremos até o fim de nossos dias sobre a terra.

Jhennifer Souza | Feminilidade – Coram Deo
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2 comentários sobre “A angústia que nos leva a Cristo…

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