Que sejam dois

21192124_708641409329815_2541429903102231549_nExistem diversas formas de demonstrarmos amor ao próximo. Em um compromisso, a pessoa mais próxima de nós é nosso cônjuge. Embora compreendamos sobre a importância do “uma só carne”, não se pode fazer isso até que se tenha encontrado alguém pelo caminho como diz Eclesiastes: “melhor é serem dois do que um”. Entretanto, isso não tem nada a ver com “alma gêmea” mostrado nos romances de Hollywood. Ninguém vive só por viver, Deus é quem constituiu o casamento para que, de alguma forma, aprendamos mais sobre o amor. É melhor que sejam dois. E por mais difícil que se pareça hoje em dia, a direção que Deus nos dá é de mantermos nosso alvo n’Ele – o que excluí a possibilidade de querermos estar com alguém que não queira estar com Cristo. A magnitude de serem “dois do que um” está em reconhecer que melhor do que se alegrar sozinho, é ter com quem se alegrar junto. Melhor que sentir uma dor sozinho, é ter com que dividi-la. Melhor que fazer planos sozinho, é ter com quem partilhar e acrescentar novas coisas em cada um deles. Melhor que carregar o peso dos dias sozinho, é ter com quem repartir o fardo. Melhor que apreciar as belas coisas da vida, é ter para quem mostrá-las. Até sermos um ao lado de uma pessoa, em um só amor, um só coração, um só propósito, e além do mais, um só em Cristo, a preparação pode ser árdua, mas é genuína – raramente é calma e fácil. As circunstâncias usadas para que valorizemos o nosso amor mais próximo é trabalhoso e pode, muitas das vezes, frustar nossas expectativas em alguns aspectos, com tudo, isso não irá interferir se tivermos a sã consciência de que ao nosso lado se encontra alguém falho e pecador como nós. Certa vez eu li as seguintes indagações:

“Como vamos aprender misericórdia, paciência, bondade, amor incondicional, compaixão, se casamos com alguém que nunca falha, que não exige nada, que sempre reconhece suas falhas? Como vamos aprender misericórdia com alguém que não merece, se casamos com alguém que merece nosso amor, que merece só coisas boas? “

Longe de mim em dizer que merecemos alguém depravado e sem sentimentos. A questão em si sobre isto é que temos de aprender que amar nos piores momentos revelará a imensidão do amor que temos pelo nosso cônjuge. Muitos casais se frustam por crerem que o outro deveria suprir todas suas necessidades emocionais quando na verdade, amor é mais sobre serviço do que sentimento, já dizia John Stott. O que faz toda a diferença em um casamento, podendo afirmar que “melhor é serem dois do que um”, é procurar casar-se com alguém que, mesmo imperfeito e pecador, busca em Deus todas as coisas de sua vida. Assim, o serviço do amor não será atribuído apenas para um, mas ambos farão com que as mais belas demonstrações dentro do matrimônio honre ao Senhor e ao seu esposo (a), até mesmo nos dias maus. Quando um estiver fraco, o outro o ajudará. Quando um cair, o outro estenderá a mão. Quando um chorar, o outro estará a enxugar as lágrimas. Quando um sofrer, o outro dará abrigo. Quando um recuar, o outro mostrará os motivos para continuar. Quando um vencer, o outro vencerá junto. Quando um sonhar, o outro sonhará também. Quando um sorrir, o outro terá a mesma felicidade dentro de si. Quando um caminhar, o outro caminhará também. Melhor é serem dois do que um. Melhor é serem dois do que só. Enquanto os corpos, fisicamente, apresentarem serem dois, as almas, tendo esta ligação de amor, serão um para todo o sempre e para a Glória do Senhor.

Jhennifer Souza | Feminilidade – Coram Deo
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